PagCorp no Edu Summit 2026: por que a inteligência artificial torna as competências humanas ainda mais valiosas

PagCorp no Edu Summit 2026: por que a inteligência artificial torna as competências humanas ainda mais valiosas
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A inteligência artificial já faz parte do cotidiano de empresas, escolas e da sociedade. Ferramentas capazes de produzir textos, criar imagens, automatizar tarefas e analisar grandes volumes de dados evoluem em um ritmo que desafia até mesmo quem acompanha de perto as transformações tecnológicas. Diante desse cenário, uma questão ganha cada vez mais espaço entre educadores e líderes: se as máquinas assumem atividades repetitivas e operacionais, quais competências passarão a diferenciar os profissionais do futuro?

Essa foi a principal reflexão da palestra “Humano e Tecnológicos: a Nova Arquitetura das Competências do Futuro”, apresentada por Alan Jhones, Bruno Lyra e Guilherme Goulart, hosts do podcast “O Boss Tá On”, durante o Edu Summit 2026, um dos principais eventos de inovação e educação do País.

Parceiro e patrocinador do encontro, o PagCorp participou da iniciativa reforçando sua aproximação com o setor educacional, um dos pilares para o desenvolvimento econômico e social, e seu compromisso em impulsionar a transformação digital por meio de soluções que tornam a gestão mais inteligente, eficiente e estratégica.

Ao longo da apresentação, os palestrantes convergiram em um ponto essencial: o avanço da inteligência artificial não diminui a importância das pessoas. Pelo contrário. Em um ambiente cada vez mais automatizado, características como criatividade, pensamento crítico, inteligência emocional, capacidade de adaptação e construção de relacionamentos tornam-se ainda mais relevantes. A tecnologia continuará evoluindo, mas será o ser humano quem dará direção, contexto e propósito a ela.

A velocidade da tecnologia exige uma nova forma de educar

As transformações provocadas pela inteligência artificial acontecem em uma velocidade inédita. Novas funcionalidades são lançadas diariamente, plataformas recebem atualizações constantes e ferramentas que hoje representam inovação podem se tornar ultrapassadas em poucos meses. Para Bruno Lyra, esse cenário exige que a educação deixe de formar alunos apenas para memorizar conteúdos e passe a desenvolver pessoas preparadas para aprender continuamente.

“A gente vive em uma sociedade em que essa atualização de software é tão rápida que, quando você coloca o café na mesa, não deu tempo dele esfriar e você já tem que esquecer tudo o que aprendeu e aprender de novo. O que é que nós estamos ensinando para os nossos alunos? A forma como promovemos a educação, visando um futuro de protagonismo, autonomia e ganho para a sociedade, está mudando”, afirmou Lyra.

Segundo o especialista, o desafio das instituições de ensino vai além da incorporação de novas tecnologias em sala de aula. É preciso preparar estudantes para um mercado em constante transformação, no qual o conhecimento técnico continua sendo importante, mas precisa caminhar ao lado da capacidade de interpretar cenários, resolver problemas inéditos, colaborar e adaptar-se rapidamente às mudanças.

Essa reflexão também dialoga com a transformação vivida pelas próprias instituições de ensino. Em um ambiente cada vez mais complexo, tecnologia e automação deixam de representar apenas ganho operacional para se tornarem ferramentas capazes de liberar tempo para decisões estratégicas e para aquilo que nenhuma máquina substitui: o desenvolvimento de pessoas.

A inteligência artificial potencializa quem possui conhecimento

Embora o avanço da IA desperte receios sobre a substituição de profissionais, Guilherme Goulart defendeu que a tecnologia não reduz a importância do conhecimento humano. Pelo contrário. Quanto maior o repertório de quem utiliza uma ferramenta de inteligência artificial, melhores serão os resultados obtidos.

Para ilustrar essa ideia, ele comparou duas pessoas utilizando exatamente a mesma plataforma para gerar uma imagem. Enquanto um usuário comum faria uma solicitação genérica, um fotógrafo experiente conseguiria orientar a ferramenta utilizando conceitos técnicos sobre iluminação, lentes, composição e profundidade de campo. A tecnologia seria a mesma; o diferencial estaria no conhecimento de quem conduz o processo.

“Nós não podemos deixar de transmitir conhecimento para os nossos alunos. Afinal de contas, qual é o limite da tecnologia? O limite da tecnologia é você. É o seu repertório que vai trazer resultado ou não para a tecnologia. A tecnologia está aqui para potencializar, não para substituir”, revelou Goulart.

Essa lógica também explica por que competências híbridas passam a ser cada vez mais valorizadas. Saber utilizar inteligência artificial será importante, mas insuficiente. O diferencial continuará sendo a capacidade de interpretar informações, criar conexões, compreender pessoas e transformar dados em decisões.

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Pensamento crítico será uma das habilidades mais importantes do futuro

Se a inteligência artificial produz respostas em poucos segundos, cabe às pessoas avaliar sua qualidade. Alan Jhones chamou atenção para esse desafio ao relatar uma situação em que o ChatGPT apresentou uma informação incorreta sobre a origem da posição de volante no futebol. O erro só foi percebido porque ele já conhecia o tema.

“Se a gente não tem repertório sobre o assunto que vai falar, a gente pode ser facilmente enganado. Não existe mais mundo sem inteligência artificial. Esse é um caminho sem volta. Mas precisamos ensinar nossos alunos a utilizarem essa ferramenta”, afirmou Jhones.

A reflexão evidencia que uma das principais responsabilidades da educação será desenvolver pensamento crítico. Mais do que acessar informações, estudantes precisarão aprender a questionar respostas, validar fontes, interpretar contextos e compreender que a inteligência artificial não substitui o julgamento humano.

Alan também lembrou que o próprio mercado de trabalho está passando por uma transformação acelerada. Muitas profissões serão redefinidas pela automação, enquanto novas carreiras surgirão a partir das tecnologias que ainda estão sendo desenvolvidas. Nesse cenário, formar profissionais preparados para aprender continuamente torna-se mais importante do que prepará-los para uma única função.

“Quando a gente fala sobre o futuro da educação, ele não é humano ou tecnológico. Ele é humano e tecnológico. Nada vai substituir a nossa voz, o nosso olhar, o nosso carinho e a nossa sensibilidade. Mas a inteligência artificial vem para acelerar processos e cabe a nós utilizá-la com consciência”, revelou.

Tecnologia para potencializar pessoas

A principal mensagem deixada pelo debate é que a transformação digital só faz sentido quando coloca as pessoas no centro. A inteligência artificial continuará assumindo atividades repetitivas, acelerando processos e ampliando a capacidade de análise das organizações. No entanto, decisões estratégicas, criatividade, empatia e construção de relacionamentos permanecerão como atributos essencialmente humanos.

Essa visão também orienta a atuação do PagCorp. Ao desenvolver soluções que automatizam rotinas financeiras, simplificam o controle de despesas corporativas e tornam a gestão mais eficiente, a empresa contribui para que instituições de ensino e organizações de diferentes segmentos direcionem menos tempo a processos burocráticos e mais energia para aquilo que realmente gera impacto: inovação, estratégia e desenvolvimento de pessoas.

Em um momento em que a inteligência artificial redefine a forma como aprendemos e trabalhamos, a tecnologia deixa de ser um fim em si mesma para assumir seu papel mais importante: ampliar o potencial humano. Afinal, o futuro não será construído apenas por máquinas inteligentes, mas por pessoas capazes de utilizá-las com responsabilidade, senso crítico e propósito.

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Imagem: PagCorp

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