No VTEX Day 2026, o painel “Decodificando o Consumidor do Futuro” trouxe ao palco Daniela Dantas, Diretora de Operações da WGSN, para discutir como as mudanças de comportamento estão impactando diretamente o varejo e, principalmente, a forma como as empresas planejam sua gestão financeira.
Considerado um dos principais eventos de digital commerce da América Latina, o VTEX Day reuniu executivos e lideranças para debater o futuro dos negócios. E é justamente esse um dos papeis do PagCorp: acompanhar os principais eventos do país e transformar essas discussões em insights práticos para empresas que buscam mais eficiência, controle e previsibilidade financeira.
A apresentação da executiva da WGSN partiu de um ponto central: comportamento muda o tempo todo. E entender essas mudanças deixou de ser apenas uma vantagem competitiva para se tornar uma necessidade estratégica.
“Nosso trabalho é entender qualitativamente o que está acontecendo, o que está mudando o tempo inteiro. Quando a gente identifica que uma motivação mudou, isso muda a forma como as pessoas consomem”, revelou Daniela no palco do VTEX Day.
Para o financeiro, essa leitura é direta: mudanças de comportamento impactam demanda, conversão, retenção e, consequentemente, receita.
Privacidade, custo de aquisição e eficiência de dados
Um dos movimentos mais relevantes é o avanço dos chamados “Guardiões da Privacidade”. Em um cenário de exposição excessiva e aumento da insegurança digital, consumidores passam a compartilhar menos dados e a controlar melhor sua presença online.
“A gente está saindo de uma fase de oversharing (compartilhamento excessivo de informações pessoais, íntimas ou irrelevantes nas redes sociais) para um momento de gatekeeping (controle de acesso de outras pessoas a determinada informação). Eu não quero mais que todo mundo saiba onde eu estou ou o que eu consumo”, afirmou a executiva.
Na prática, isso impacta diretamente métricas financeiras como CAC (custo de aquisição de clientes) e eficiência de mídia. Com menos dados disponíveis e menor compartilhamento, campanhas tendem a ser menos previsíveis e mais caras, exigindo maior inteligência na alocação de orçamento.
Além disso, cresce o valor de bases próprias e estratégias de retenção, que passam a ser mais eficientes do que depender exclusivamente de aquisição.
Retorno sobre energia: o novo critério de consumo
Outro ponto central trazido no painel é a mudança na forma como o consumidor avalia valor. Em um cenário de cansaço generalizado, tempo e atenção se tornam recursos escassos. “Não é mais só ROI. É ‘ROE’: retorno sobre energia. Eu vou mesmo dar o meu tempo e a minha energia para isso?”, questionou Daniela.
Esse conceito tem impacto direto na conversão e na eficiência operacional. Jornadas longas, processos complexos e experiências pouco intuitivas aumentam o esforço do consumidor. E acabam reduzindo o retorno dos investimentos feitos para atraí-lo.
Do ponto de vista financeiro, isso significa que simplificar processos não é apenas uma questão de experiência, mas uma alavanca clara de resultado.
Desconfiança e o custo da credibilidade
A ascensão dos “Neo-Independentes” reflete um cenário de desconfiança crescente, impulsionado pelo excesso de informação e pelo avanço da inteligência artificial. “Hoje, a gente não sabe mais o que é verdade ou mentira com facilidade. E quem desconfia tem razão”, revelou.
O consumidor mais crítico pesquisa mais, compara mais e demora mais para decidir. Isso impacta diretamente o ciclo de vendas e a previsibilidade de receita. “As pessoas estão criando suas próprias curadorias, buscando fontes em que confiam e questionando o que recebem”, lembrou Daniela.
Nesse contexto, surge um novo tipo de custo: o custo da credibilidade. Marcas que não constroem confiança precisam compensar com mais investimento em mídia, descontos ou incentivos, pressionando margens.
Leveza, experiência e impacto no “lifetime value”
Ao mesmo tempo, cresce a busca por experiências que tragam leveza e bem-estar. Em um ambiente de sobrecarga emocional, consumidores passam a valorizar marcas que proporcionam momentos positivos. “Nem tudo precisa ser performance o tempo todo. Isso cansa. As pessoas querem coisas que façam bem, que tragam leveza”, afirmou a Diretora de Operações da WGSN.
Esse movimento tem impacto direto em métricas como retenção e “lifetime value” (LTV), métrica que estima o total de receita ou lucro que um cliente gera para sua empresa durante todo o relacionamento. Experiências positivas aumentam a recorrência e fortalecem o relacionamento com a marca, reduzindo a dependência de aquisição constante.
O que muda na prática para a gestão financeira
A principal leitura da palestra é clara: comportamento do consumidor passou a ser uma variável crítica para a gestão financeira. Cada uma dessas mudanças impacta diretamente indicadores como custo de aquisição, taxa de conversão, ciclo de vendas, retenção e recorrência.
“Cada grupo tem uma motivação diferente para consumir. E entender essa motivação é o que permite tomar decisões mais assertivas”, decretou Daniela.
Em um cenário mais dinâmico, empresas que conseguem conectar comportamento com dados financeiros têm mais capacidade de prever resultados, ajustar rotas rapidamente e operar com mais eficiência.
Para o PagCorp, acompanhar discussões como essa faz parte de um compromisso maior: ajudar empresas a evoluírem sua gestão financeira com mais inteligência, conectando comportamento, dados e eficiência em um mercado em constante transformação.
Conheça o PagCorp e transforme a gestão financeira da sua empresa em uma vantagem competitiva.
Imagem: PagCorp





