O PagCorp abriu o calendário de 2026 do PagCorp Insights, evento criado para levar a clientes e convidados debates sobre importantes assuntos do momento, com um tema que já domina a agenda de empresas de todos os setores: a Reforma Tributária do Consumo.
Mais do que apresentar conceitos, o encontro foi pensado para traduzir a complexidade do novo sistema em impactos práticos para o dia a dia das companhias. O primeiro painel do dia reuniu Luiz Roberto Peroba, sócio do Pinheiro Neto Advogados, e Adriana Katalan, sócia e co-CEO da ACG | PagCorp, em uma conversa que combinou bastidores da construção da Reforma com orientações objetivas para o momento de transição.
Logo na abertura, Adriana destacou o objetivo do encontro de nivelar o conhecimento e trazer clareza sobre o que vem pela frente. A proposta do painel seguiu exatamente essa linha, começando por uma contextualização histórica conduzida por Peroba. Com décadas de atuação no tema, ele reforçou a dimensão da mudança em curso.
“A Reforma Tributária não é apenas uma mudança de alíquotas ou de nomenclatura. Estamos falando de uma transformação estrutural na forma como o consumo é tributado no Brasil”, afirmou Peroba.
Por que o modelo atual precisa mudar
Ao longo de sua exposição, Luiz Peroba relembrou que o país opera hoje em um dos sistemas mais complexos do mundo, marcado por fragmentação entre União, Estados e Municípios e por um alto nível de contencioso (área do Direito focada na resolução de disputas, litígios ou conflitos de interesses). “O Brasil é reconhecidamente o pior país do mundo em matéria tributária. Não tem comparação com nenhuma outra jurisdição”, afirmou.
Ao explicar a escolha pelo modelo de IVA (Imposto sobre Valor Agregado), já adotado em mais de 170 países, Peroba trouxe um ponto central para o entendimento da reforma: a busca por simplicidade, neutralidade e transparência. Segundo ele, o novo sistema elimina distorções históricas e cria uma lógica mais clara para empresas e consumidores. “É uma tributação simples, transparente, usada no mundo inteiro há muitos anos. A ideia é não depender mais de classificações complexas, mas tributar de forma ampla o valor agregado”, explicou.
O sócio do Pinheiro Neto também destacou que, mesmo com eventuais desafios na implementação, o novo modelo tende a ser significativamente melhor do que o atual. “Se a implementação ficar ruim, ainda assim será melhor do que o sistema que temos hoje”, afirmou.

O impacto prático nas empresas
A conversa também trouxe uma visão prática sobre o impacto da Reforma nas empresas, especialmente no que diz respeito à operação e à gestão financeira. Adriana Katalan destacou que o momento exige preparação e mudança de mentalidade. “A gente tem empresas perguntando se estamos preparados para a reforma, e a resposta é devolver a pergunta: vocês estão preparados?”, provocou.
Segundo ela, áreas historicamente negligenciadas, como a gestão de despesas corporativas, passam a ganhar relevância estratégica. Com a ampliação do direito a créditos e a digitalização do sistema, a organização e rastreabilidade dos gastos se tornam fundamentais.
Nesse contexto, a tecnologia aparece como uma aliada indispensável. Adriana explicou como plataformas de gestão financeira, como o PagCorp, por exemplo, podem apoiar as empresas nesse novo cenário. “O que a gente vê são empresas consumindo cada vez mais serviços e ferramentas digitais. Organizar essas informações e garantir que os créditos sejam aproveitados corretamente passa a ser essencial”, afirmou.
Ela também destacou a importância de políticas internas e automação para garantir conformidade, especialmente em operações descentralizadas. “Não é só sobre regra, é sobre garantir que ela seja cumprida. A tecnologia ajuda a automatizar esse controle e dar visibilidade para a empresa”, revelou Adriana.
Luiz Peroba reforçou esse ponto ao destacar que o papel das empresas deve mudar significativamente com o novo modelo adotado. “Hoje as empresas fazem tudo: apuram, interpretam, calculam e pagam. Com o novo sistema, grande parte disso será processado automaticamente pelo fisco. O papel das empresas será cada vez mais de checagem e compliance”, explicou.
Para ele, a capacidade de validar informações e garantir a qualidade dos dados será um dos principais desafios operacionais nos próximos anos.
A mudança já começou
Outro destaque do painel foi o alerta sobre o timing da adaptação. Apesar de um período de transição mais longo para alguns tributos, Peroba chamou atenção para mudanças que acontecem de forma imediata. “Para PIS e COFINS, a transição é de uma vez. A partir de janeiro, esses tributos deixam de existir. Empresas que dependem de regimes ou benefícios precisam estar muito atentas”, afirmou. O recado reforça a urgência de planejamento e revisão de estratégias ainda em 2026.
Ao final, o painel deixou uma mensagem clara: apesar da complexidade da transição, a Reforma Tributária representa um avanço estrutural para o ambiente de negócios no Brasil. “Do ponto de vista macro, a gente está dando um passo enorme em direção a um sistema mais estável e alinhado aos padrões internacionais”, resumiu Peroba. Para as empresas, o desafio agora é transformar esse novo cenário em eficiência operacional e vantagem competitiva.
Com discussões como essa, o PagCorp Insights vem se consolidando como um espaço relevante para antecipar tendências e apoiar empresas na tomada de decisão, independentemente do tamanho da operação. Em um momento de mudança tão profunda, informação qualificada e visão prática fazem toda a diferença.
Conheça o PagCorp e transforme a gestão financeira da sua empresa em uma vantagem competitiva.
Imagens: PagCorp





